Design

A BUSCA POR UM NORTE: O PROJETO DE DESIGN DA 29a BIENAL



O projeto de design da 29ª Bienal é uma das pontas do iceberg de transformações pelas quais a Bienal vem passando. Se a identidade visual do evento é a pele de um denso corpo de aplicações impressas, ambientais e digitais, esse corpo é a superfície de mudanças bem mais profundas.

Embalada por uma visão estratégica das contribuições de longo prazo da 29ª Bienal, a Diretoria da Bienal decidiu, pela primeira vez em sua história, criar uma área interna de design. Tratou-se, portanto, não apenas de elaborar a identidade de uma exposição, mas de aparelhar toda a instituição para atingir, em curto prazo, autonomia em todas as suas atividades de design – uma ambição e tanto.

Criada a área, elaboramos seu plano diretor, definimos seus eixos de atuação, montamos uma equipe completa, amparamos a área com equipamentos de última geração e apoiamos a sedimentação de uma necessária cultura de gerenciamento de projetos na instituição. A 29ª Bienal, é claro, foi nosso principal laboratório.

Desfrutando de enorme proximidade com todas as equipes envolvidas – da curadoria ao serviço educativo, da captação à produção, da Diretoria ao Arquivo Histórico Wanda Svevo –, a equipe de design confirmou o que já se intuía: o fato de cada Bienal ser um evento único e irrepetível não invalida a conclusão de que as Bienais devem ser entendidas como um metaprojeto, com características estruturais que só uma equipe interna é capaz de organizar e melhorar com o tempo.

Com sua bússola caseira, a identidade da 29ª Bienal conquistou e motivou curadores e educadores, professores e alunos, artistas e gestores, poder público e iniciativa privada, profissionais do evento e da instituição Bienal, afirmando-se não apenas como uma expressão viva de sua curadoria, mas também como um símbolo dos novos rumos da Bienal.

 



A criação da identidade visual e seus desdobramentos é fruto de um projeto editorial e gráfico amplo,contemplando também as mídias digitais centralizadas na web. Como uma estratégia natural, resultado de um profundo diálogo com a curadoria, o design promoveu a materialização dos mais diversos objetos gráficos atendendo as demandas internas institucionais e aos mais diversos campos de ação de uma Bienal que se realiza em um lastro de tempo que excede o próprio tempo da mostra.

Em seguida, apresentamos os encaminhamentos gráficos e editorais surgidos após a concepção de nossa identidade. De partida, o cartaz é a peça de força simbólica maior, primeiro passo para composição de um sistema que entrelaça as demais peças produzidas pela equipe.





André Stolarski
Diretor do Departamento de Design